Temos vagas para executiva do meu coração, por Camilo Coutinho

camilo coutinho

Olá indecisas leitoras do My Best Wish,

Ficamos um tempo separados e já sinto falta do seu perfume, das suas manias e principalmente dos comentários. É, esse nosso vai­e­vem, aonde só nos vemos no domingo, me deixa um pouco paranóico. Na verdade acho que fico pensativo e querendo que a semana passe rápido para te encontrar novamente e acalmar minha saudade.

E quantos relacionamentos malucos vocês conhecem que também são assim, vai e volta? Não digo no início de relacionamento, quando tudo são flores nos corações apaixonados dos ficantes ­ até mesmo o ronco do ‘bebê’ depois da festa ou o ciuminho da ‘bebê’ com a melhor amiga dele.

O que estou levantando a bola hoje são nos relacionamentos iô­iô, montanha­russa, vai­e­vem, zigzag, tô­num­tô, e todas as mil e umas denominações para aquele relacionamento instável, que um dia o calor ardente corrói o corpo de vocês e no outro a frieza do olhar faz com que a voz do parceiro ­ ou parceira também, viu! ­ seja a coisa mais irritante do mundo.

E o que são essas incertezas no relacionamento? Será que a gente enjoa e sente saudades ao mesmo tempo? Existe um amor que vai e volta como se fosse um calafrio em dias de inverno?

Sem querer entregar, mas encontro 3 razões para essas sumidinhas:

(1) estamos com medo de um relacionamento sério e nos ferir com um novo amor e novas responsabilidades;
(2) estamos “afim de bagunça” (termo que roubei de uma amiga…Thanks Hans!) e só estamos ciscando em outros galinheiros; ou
(3) estamos em um momento profissional tão mas tão conturbado/bacana/legal/top/sensacional que não queremos ouvir reclamações, “pitis” ou mesmo frescurinhas. Sorte no jogo, azar no amor, sabe?

No caso da opção 1 e 2, vocês já sabem o que fazer. Já a opção 3 traz um cenário super complexo de agir, pois fatalmente você vai ouvir que o trabalho é mais importante de tudo naquele momento, se você não gosta dos restaurantes ou presentes que ganha, que ele não tem tempo para nada, ou pior, que se quisesse “ir embora”, pode ir que o trabalho é mais importante. Não é por aí.

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Você pode estar concordando e pensando que eu mudei de lado nos meus textos, mas muito se engana, garota! Essa situação se agrava muito mais quando a situação é inversa. Sim, isso mesmo. Quando vocês que lutaram tanto pelos seus direitos, em ter uma independência no trabalho e em tudo na vida, esqueceram que isso também envolve outras responsabilidades.

Mesmo trabalhando demais, mesmo com o futebol com os amigos, nós ainda cuidamos de vocês, levamos para jantar, levamos presentinhos, e entendemos todas as semanas da TPM, que não podemos mal chegar perto.

Agora, se o seu fofucho experimentar falar ou pedir um pouco mais de atenção sua, com certeza ele comprou briga com o exército que está dentro de você e vai escutar durante bons meses, o porque ele não te apóia, o porque ele só critica, e nos piores casos, que ele está com ciúmes ou inveja de tudo o que você conseguiu. #WTF?

Calma, mulherada! Não sou contra a liberdade, e sou super a favor de que todos tenham o direito de ir e vir. O meu ponto de vista aqui é que ser uma super mulher tem seu preço e se você escolheu essa “carreira”, não deve (ou deveria) abandonar outras áreas da vida.

Eu aposto que a gente vai entender a sua falta de tempo e vamos fazer uma ‘massaginha’ nos pés ao final do seu dia. Somos apaixonados por você e isso não vai mudar, com muito trabalho ou pouco trabalho, com o seu moletom de dormir no frio ou com aquele terninho sexy que ficamos babando sempre que vão para o escritório.

O recado é direto: não precisa ser super em tudo, mas apenas entender que ­ assim como disse a raposa ao pequeno príncipe ­ “você é responsável por tudo o que cativas”.

<3

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