#7 A fantástica fábrica feminina de histórias

camilo coutinho

Olá queridas leitoras do My Best Wish,

Não tenho contato com vocês diretamente mas aposto que temos grandes romancistas, roteiristas e escritoras por aqui. Você pode achar que estou ficando louco, maluco ou que eu estou prá lá de bagdá ao escrever esse texto, mas calma que você vai entender.

Partindo do começo o que venho dizer é algo que provavelmente muitas não reconhecem – ou ignoram – mas sofrem muito: a fantástica fábrica feminina de histórias.

É, pode parecer besteira ou forçar a barra, mas quantas vezes você já sofreu achando que aquele “caso” sumiu da sua vida, por não curtir a sua última investida via mensagem no facebook, quando na verdade ele só estava no sítio da família que não tem sinal de internet?

Se nesse momento você deu uma risadinha, por favor corra agora na papelaria ou livraria mais próxima e compre um caderno para anotar todas essas ideias mirabolantes, pois ai tem uma bela roteirista…rs

Estudos do nosso renomado instituto International Couto Women’s Analysis, dizem que quando um homem não atende o celular, 45% das mulheres acham que ele está traindo, 30% que ele está traindo com alguma periguete do trabalho, 15% que ele morreu traindo você com com a sua melhor amiga, 7% que ele desligou o celular de propósito para não atrapalhar a escapadinha dele, 2,5% que acabou a bateria do celular dele de tanto ele falar com a amante no what’s app e 0,5% acreditam que ele não escutou o telefone.

Tudo bem que parece engraçado, mas acho incrível como um simples “não atender o telefone”, serve de fagulha de ignição criativa para vocês criarem histórias novelesca, dignas de entrar no próximo roteiro da novela das oito.

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Fala a verdade, da onde vem tanta criatividade? O pior é como isso vai corroendo vocês a tôa, simplesmente por vocês “acharem” algo sobre alguma coisa, que na maioria das vezes era só perguntar para nós.

“Mas e daí, qual o problema? A vida é minha eu faço o que eu quero…”

Longe de mim dar palpite ou ser um guru, mas esse é um dos sintomas das mulheres super possessivas. Aquelas que grudam mais do que bala de doce de leite no céu da boca…rs E sinto te dizer que isso não é bom no começo, além de assustar os homens – não gostamos de nos sentir presos – provavelmente vai fazer você parecer a garota mimada sem amigos.

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Não se desespere por favor, muitas vezes – e na maioria quando estão carentes – é normal que se tornem super possessivas. O grande segredo é encontrar um equilíbrio entre a garota que tem seus amigos e só vê o namorado no domingo e a louca que quer ter um facebook de casal.

Nota mental sobre o facebook de casal: Isso é horrível demais, invasão de privacidade e se você ficar no pé do seu parceiro/namorado/caso/homem para ter um facebook junto, não estranhe se de repente você encontrar um outro “facebook.com/SeuNamorado” por aí.

E para você não cair na paranóia e ser a garota super possessiva que fica cheirando a roupa dele enquanto ele toma banho, tentando encontrar um bilhetinho no bolso ou um cheiro diferente, coloco aqui alguns sinais que você está sendo super possessiva:

1. Aonde você está? e agora? e daqui a 15 minutos?
A famosa mulher GPS que quer saber aonde você está a toda hora. Dar satisfação é bom lógico, mas quando você fica de 30 em 30 minutos querendo saber aonde ele está, ele se sente como se você estivesse o monitorando em uma daquelas salas de controles de um submarino russo, com radares e a sua tropa olhando cada passo no radar.

2. Me liga toda vez que for beber água?
Minutos ilimitados não significam ligações eternas. Se você liga para ele mais de 10 vezes por dia, BIIIIIIIP, o radar da possessividade acabou de tocar para você. Se você não der tempo para ele viver, não tem o direito de falar que ele não tem coisas novas para te contar. Você praticamente soube tudo em tempo real.

3. Ele é meu único e melhor amigo
O amor faz isso, sim. Querer estar com ele todo tempo é ótimo, mas você não pode viver somente dele. Recicle o assunto com amigas e amigos também, afinal tudo que é em excesso perde o brilho e uma hora vai enjoar.

4. Mas eu vi no facebook do Paulinho e ele não foi.
Tudo bem checar como eu cheguei do happy hour do trabalho na quinta passada, mas se você ficar checando se tudo o que ele te falou tem confirmação, checkin ou algum amigo para validar isso, fai entrar. Em uma neurose absurda. Sim, você marcou mais um ponto na lista das garotas possessivas ao extremo ( além de iniciar em um novo nível: a love serial killer girlfriend ..rs).

5. Quem é essa “amiga”?
Tudo começa com um simples “Você conhece alguma Shirley?” E como não estamos preparados – quando estamos? – perguntamos o objetivo da pergunta. Aqui o nível vai ficando perigoso, até chegar no “Carlos Vinícius, quem é essa piranha que você adicionou ontem?” Se você quer controlar todas as amizades dele, cuidado, pois aqui você dá abertura e permite que ele faça o mesmo, inclusive que ele questione aquele seu amigo do sul que coloca foto sem camisa no avatar, e você adicionou só para ficar olhando as fotos do tanquinho com as amigas.

6. Esquadrão amigas: ativar! ou não.
SLAP! A pior burrada que você pode fazer é pedir para suas amigas – ou amigas dele – te ajudarem a “monitorar” o cara. Além de parecer uma louca, muito provavelmente de tanta preocupação em não perdê-lo, vai mostrando que ele é o príncipe perfeito e não quer deixar ele solto por aí, você irá despertar a curiosidade na sua “tropa” e de repente – eu disse de repente – alguma de suas soldadas queiram conferir se o protegido está bem, se ele precisa de cuidados especiais, se está agasalhado. Afinal você está mais preocupada em monitorar do que dar a devida atenção.

7. E como foi? me conta? aconteceu algo? e aquela sua amiga?
A luz forte na nossa cara, uma sala escura e quente e você rondando a nossa volta. Escutamos a sua respiração e o estalo do seu salto no chão. Toc. Toc. Toc. Essa é a sala de interogatório que nos sentimos quando vocês nos metralam com 32 perguntas seguidas sobre como foi o futebol com os amigos ou o happy hour da empresa. Curiosidade não tem limite, mas nós homens não temos uma memória tåo fotográfica para os fatos. Então, se você começa o interrogatório, dificilmente vamos responder algo tranquilamente, estaremos senpre buscando uma resposta que não possibilite dupla interpretação.

Agora seja sincera e responda nos comentários, quantos desses “sintomas” você se identificou?

<3

Camilo Coutinho

camilocoutinho.com.br

imagens: reprodução

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12 comments

  1. Camilo acredita que no meu caso é o contrário?

    Eu tenho muitos problemas com possessividade e já quase separei por isso. Sou engenheira e isso é um problema para o bofinho, que me persegue. Não são só vocês que sofrem não, homem possessivo é dramático.

    amei novamente o texto

    Parabéns

    Sandrinha

  2. Camilo… Estou viciada nos seus posts! Eu não me considero a super possessiva (já fui, confesso! Mas não me levou a nada), mas a número 5 eu ainda faço cm excelência!!! Vou me fiscalizar!! Bjss sucesso!

    1. Larinha, veja o lado bom, você mesmo chegou a conclusão de que não vale a pena.

      Fico muito feliz com esse seu vício…hehehe

      Pode aproveitar e viciar toda as amigas. Aliás, vale um tira teima para ver quem responde mais Sim e Não. Quem perder paga o Prosecco.

      bjos 😉

  3. Olha Camilo, por incrível que pareça enquanto namorada eu não ativei nenhum dessas “bombas” da possessividade, maaas já me vi em alguns quando estava somente no estágio peguete rs tipo achar que o cara não me respodeu a sms ou atendeu meu telefone pq não queria ou pq estava me evitando rsrs talvez tenha ficado assim exatamente por não ter uma definição da relação que se estabeleceu, pois enquanto namorado sempre senti que o dito cujo estava comigo pq queria estar então não me sentia insegura a ponto de fazer marcação serrada (não sei se me fiz entender) rsrs

    Gostaria de pedir que vc pudesse falar em algum post sobre essa questão dos “relacionamentos indefinidos” ou vulgos peguetes, relacionamentos casuais, e por ai vai…pois sinto que hoje em dia isso está muito recorrente, existem mais relações assim do que namoros.
    bjão e adoro seu modo de escrever

    1. Oi Alda, Acho que você resumiu bem: insegurança.
      Na verdade acho que quando não temos de volta o que “investimos”, ficamos pensando se não está acontecendo algo estranho, afinal se eu te beijo, você me beija..rs

      Obrigado pelos elogios, e vou tentar me conectar aqui com esse tema de relacionamentos indefinidos, curtos e só de curtição..rs

      Espero continuar batendo as expectativas.
      Um beijão 😉

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